Ministro diz que economia e investimentos têm bons resultados
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira (17/06), que dados econômicos do Brasil nos primeiros meses deste ano apresentaram bom resultado, com crescimento dos investimentos apesar dos juros altos no país.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan disse que o impacto da guerra no Irã tende a diminuir a partir de agora e que, confirmada essa previsão, o governo vai retirar subsídios emergenciais a combustíveis e o imposto de exportação do petróleo. A informação foi antecipada à Reuters pelo secretário executivo da pasta, Rogério Ceron.
O ministro afirmou que os impactos da variação de preços do petróleo estão sendo sentidos de forma menos agressiva no Brasil do que em outros países, sem que haja risco de desabastecimento.
Em abril, conforme o IBGE, os preços dos combustíveis subiram 1,80%, mas em maio eles cederam 1,95%, na esteira das medidas anunciadas pelo governo para minimizar os impactos inflacionários da guerra no Oriente Médio. O ministro afirmou que inflação é um tema que sempre preocupa o governo, mas argumentou que o índice médio de preços do país está no menor patamar de um mandato de governo.
“Claro que sempre tem que estar atento. Tem uma guerra que desarranjou uma série de cadeias globais, em especial a cadeia de combustível, mas a inflação está na mínima histórica do país”, disse.
Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada mostram que o IPCA, o índice oficial de preços, subiu 0,58% em maio, passando a acumular taxa de 4,72% em 12 meses. O índice acumulado está acima do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3%, e também do teto da meta, de 4,50%.
O BC decide nesta quarta-feira o nível dos juros básicos, atualmente em 14,50% ao ano, com o mercado prevendo uma redução de 0,25 ponto percentual em meio a apostas de que o ciclo de “calibração” da Selic à frente poderá ser encerrado em seguida diante de incertezas e pressões inflacionárias.
Fonte: UOL



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