Vazamento de gás: bombeiros completam mais de 60 horas de resfriamento
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) completou, na manhã deste sábado (18), mais de 60 horas consecutivas de trabalho no resfriamento dos tanques da fábrica da empresa Innova, localizada no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus. O monitoramento começou no fim da tarde de quarta-feira (15), após o vazamento de monômero de estireno, uma substância química altamente inflamável e tóxica.
Na manhã deste sábado, os trabalhos de contenção apresentaram evolução. A liberação de vapores perdeu força e a fumaça que saía do reservatório cedeu, estando quase invisível. No entanto, as equipes permanecem em alerta no local porque o odor forte do produto químico ainda é perceptível em frente à fábrica.
Por segurança, o perímetro de isolamento de aproximadamente 300 metros ao redor da empresa continua mantido. Os bombeiros seguem utilizando equipamentos a laser para monitorar a temperatura interna do tanque e realizam o resfriamento da parte externa.
O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o produto armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. O monômero de estireno, substância liberada no incidente, é um produto químico tóxico usado na fabricação de plásticos e borrachas.
As equipes seguem atuando no resfriamento da parte externa do tanque e no monitoramento da temperatura interna do reservatório. O acompanhamento é feito com equipamentos a laser para evitar que o produto volte a atingir níveis que possam provocar uma explosão.
Segundo o Governo do Amazonas, 35 militares participaram dos primeiros trabalhos de contenção após o acionamento da empresa. Desde então, os bombeiros permanecem no local para garantir a segurança da operação.
Atendimentos de pacientes
Até o fim da tarde de sexta-feira (17), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou que 211 pacientes haviam buscado atendimento na rede pública de saúde com sintomas associados à inalação do gás. Entre os principais relatos estão: A SES-AM também registrou a morte de um homem de 67 anos que procurou atendimento após relatar mal-estar provocado pelos efeitos do vazamento.
No entanto, a pasta informou que o paciente tinha histórico de doença respiratória crônica e que não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência. Além da rede estadual de saúde, 147 pessoas foram atendidas em um hospital privado e outras 57 em unidades de saúde da prefeitura de Manaus.
Fonte: G1



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